Como o Redraw Se Destacou na Corrida das IAs: Entrevista com Alexandre Kuhn, Cofundador
Entrevista com Alexandre Kuhn, cofundador do Redraw: como uma startup brasileira se tornou a maior plataforma de IA para arquitetura do mundo.

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O Redraw é a maior plataforma de IA para renderização em arquitetura da América Latina. Mais de 200 mil profissionais registrados, mais de 500 mil renders gerados por mês, vencedor do South Summit 2026 na categoria Digital & Tech Solutions. E tudo começou no Brasil.
Conversamos com Alexandre Kuhn, cofundador do Redraw, sobre como a empresa chegou até aqui, o que diferencia a tecnologia deles das dezenas de IAs genéricas que surgiram no mercado, e para onde a renderização com IA está indo.
Sobre a origem do Redraw
Como surgiu a ideia do Redraw?
Em 2022, meu sócio Sergio Santos chegou para mim me apresentando algumas imagens que ele estava gerando de arquitetura. Eu, como arquiteto, marketeiro e doido para montar uma empresa de SaaS, quis lançar esse produto com o Sergio. Começamos a desenvolver o protótipo. No começo realmente não era bom, mas a IA estava recém começando, todo mundo era ruim. ChatGPT só sabia completar palavras, Nano Banana nem existia.
Depois de 5 meses conseguimos lançar o Redraw para um grupo fechado de clientes. 112 pessoas assinaram no dia do lançamento. Fechamos por um mês, abrimos novamente, e dito e feito: terminamos o primeiro mês com 300 clientes, o segundo com 600, terceiro com 1.200, quarto com 2.500, e assim por diante. O Redraw foi crescendo, tomando proporção. Nosso produto foi evoluindo, lançamos novos modelos, entendemos as reais dores dos nossos clientes.
A maioria dos arquitetos usava softwares de render de forma superficial porque não tinha tempo de dominar. Quando vimos o potencial da IA generativa pra imagens, ficou óbvio que dava pra resolver isso. Não era sobre fazer "mais uma IA de imagem". Era sobre fazer a IA que o arquiteto precisava.
Ah, e sobre eu e o Sergio: sou de Cascavel, Paraná, Brasil, e ele de Paragominas, Pará, Brasil. Como nos conhecemos? Lá pelos 15 anos, entramos na mesma partida de Counter-Strike.
Por que focar em arquitetura e não em IA genérica?
É simples. Me formei em arquitetura no início de 2022. Eu sou arquiteto e estava vivendo a vida de um arquiteto. Vi uma oportunidade de fazer a diferença no curso que cursei. E o Sergio me conhecia, sabia que poderia lançar um produto para essa área, pois já trabalhava com marketing.
O início é sempre o início. O Redraw foi no primeiro ano uma aula de negócios para nós. Descobrimos que não importa o que a gente acha, mas sim o que o cliente acha. Não começamos em um cenário competitivo, mas tínhamos um foco e um público que queríamos atingir. E isso nos levou ao que o Redraw é hoje.
A gente entendeu que o diferencial não era fazer imagem bonita. Era fazer imagem fiel. E pra isso, precisava treinar modelos especificamente pra arquitetura, engenharia e design de interiores. Não dava pra adaptar IA genérica. Tinha que construir do zero.
Sobre a tecnologia
O que diferencia o Redraw das outras IAs que se dizem "para arquitetura"?
Modelos próprios. Essa é a resposta curta.
O que aconteceu nos últimos dois anos foi o seguinte: surgiu uma onda de ferramentas que pegam a API do ChatGPT ou do Gemini, colocam uma interface em cima, e vendem como "IA para arquitetura". Não têm modelo próprio. Não investem em treinamento. Estão revendendo IA genérica com markup. Algumas cobram R$ 100 por 10 renders. R$ 10 por imagem que a pessoa poderia gerar direto no ChatGPT.
O Redraw tem uma equipe de especialistas em IA que trabalha diariamente desenvolvendo e aperfeiçoando modelos treinados exclusivamente para arquitetura. Milhões de imagens de projetos reais. Quando esses modelos passam por benchmark, superam qualquer IA genérica em fidelidade ao projeto. Porque foram feitos pra isso.
Mas vocês também integram ChatGPT e outros modelos dentro do Redraw. Qual a diferença?
A diferença é que a gente não revende. A gente otimiza.
O ChatGPT dentro do Redraw não é o mesmo ChatGPT que você usa no site da OpenAI. A nossa equipe preparou e ajustou ele pra entregar resultados direcionados pra arquitetura. Mesma coisa com o Nano Banana. São os mesmos motores, mas tunados pro nosso contexto.
E por cima de tudo isso, temos os modelos próprios do Redraw, que superam cada um desses modelos quando o assunto é render de projeto. O profissional pode comparar dentro da plataforma e ver por ele mesmo.
A ideia é que o Redraw seja um hub. Você entra, tem acesso às melhores IAs do mercado, todas otimizadas pra arquitetura, e ainda tem os nossos modelos que são os mais avançados pro setor. Sem precisar de 5 assinaturas diferentes.
O Redraw vai além de render estático. O que mais a plataforma faz?
Render fotorrealista é o core, mas a plataforma evoluiu muito. Hoje o Redraw tem ferramenta própria de geração de vídeo para arquitetura, além de integrar Veo 3 e Kling IA. Você renderiza a imagem, gosta do resultado, e transforma em vídeo na mesma plataforma.
Tem o Melhorar Render, que pega um render de qualquer software (Lumion, V-Ray, Enscape, qualquer um) e eleva a qualidade em 30 segundos. Muito profissional usa isso como complemento do fluxo que já tem.
E mais recente: modelo próprio de geração de objetos 3D para SketchUp. Precisa de um mobiliário, uma luminária, uma vegetação que não tem na biblioteca? Gera no Redraw e importa pro modelo.
A visão é que o Redraw seja a plataforma completa de IA pro profissional de projeto. Não uma ferramenta que faz uma coisa só. Além de uma plataforma completa, queremos ser um ecossistema para arquitetura.
Sobre o mercado e a concorrência
O mercado de IA para arquitetura cresceu muito. Como vocês veem a concorrência?
A concorrência real é pequena. A maioria das ferramentas que apareceram são revendedores de API, como falei. Não investem em tecnologia própria. Quando a API muda o preço ou a política, elas quebram.
Os "concorrentes" que a gente respeita são os softwares tradicionais: V-Ray, Lumion, Enscape. Eles construíram o mercado de render. Fizeram um trabalho importante. Mas o modelo deles está ficando obsoleto. Render local, GPU pesada, horas de configuração. Em 2026, isso não se sustenta mais quando a IA entrega resultado em 30 segundos.
A própria Chaos Group (dona do V-Ray, Corona e Enscape) percebeu isso. Compraram o Veras tentando entrar no mundo da IA. Mas comprar uma ferramenta com qualidade fraca não resolve o problema de base.
Temos sim bons concorrentes no mercado, mas com foco e conversando diariamente com os clientes a gente consegue se destacar. Já sobre mercado, temos um grande foco no global. O Redraw hoje é o maior software de IA para arquitetura da América Latina, e queremos atingir o global também.
No final, após o lançamento de várias IAs no mercado, o Redraw só cresceu. E o perfil principal que vemos é aquele cliente que já testou de tudo, pensou que iria conseguir fazer as coisas sozinho, e no final acabou no Redraw. Porque o Redraw é fácil e feito para o arquiteto.
E as IAs genéricas? ChatGPT, ComfyUI, Stable Diffusion?
São ótimas ferramentas pra outros fins. ChatGPT é incrível pra texto, pra código, pra análise. ComfyUI é poderoso pra quem é desenvolvedor e quer personalização total. Mas nenhum deles foi feito pra renderizar projeto de arquitetura.
O arquiteto que tenta usar ChatGPT pra render descobre rápido: a imagem é bonita mas não é o projeto dele. A IA inventa tudo. E aí entra num ciclo de prompt engineering que consome mais tempo do que configurar V-Ray.
A gente vê muito profissional chegando no Redraw frustrado com IA genérica. Testou ChatGPT, testou ComfyUI, gastou horas, e o resultado não servia pra apresentar pro cliente. No Redraw, em 30 segundos, com o primeiro render, a reação é outra.
Sobre o South Summit e a expansão
O Redraw venceu o South Summit 2026 em Porto Alegre. O que isso significou?
Foram mais de 2 mil empresas inscritas do mundo todo, 50 finalistas em 5 categorias. Vencer na categoria Digital & Tech Solutions foi um reconhecimento de que o problema que a gente resolve tem relevância global. Estivemos ao lado de empresas incríveis que estão se tornando referência mundial. Poder apresentar o Redraw nesse nível foi uma honra.
Mas o mais importante foi o que veio depois: visibilidade internacional, contato com investidores e parceiros estratégicos, e a validação de que o que estamos construindo tem potencial de escala global. Inclusive, vamos para o South Summit na Espanha. Fomos convidados para estar lá prestigiando a competição. Não nos inscrevemos, mas o convite veio e agora vamos.
O Redraw é brasileiro. Como é competir globalmente saindo da América Latina?
A gente nasceu num mercado onde o profissional trabalha com recursos limitados. Notebook no lugar de workstation. Orçamento apertado. Precisa entregar rápido porque o cliente pediu ontem. Construir uma ferramenta que funciona nesse contexto nos forçou a ser eficientes. Preço acessível, plataforma leve, resultado rápido.
Quando levamos isso pra mercados como EUA e Europa, onde o profissional tem mais recursos, o Redraw impressiona ainda mais. Porque se funciona no notebook de um arquiteto em Minas Gerais, funciona em qualquer lugar do mundo.
Hoje temos mais de 200 mil usuários, a maioria no Brasil, mas com presença crescente no México, Colômbia, Argentina, Chile, EUA, Canadá e Europa. A plataforma opera em português, inglês e espanhol, com suporte nativo em cada idioma.
Percebemos também que os gringos têm mais aceitação para a IA. Sentimos a vontade de inovar desse público. São mais antenados e testam a IA até o fim.
Pra onde o Redraw vai daí?
A IA pra arquitetura está só começando. Daqui a 2 anos, o que a gente entrega hoje vai parecer básico. Os modelos vão ficar mais precisos, a geração de vídeo vai evoluir, a geração 3D vai se integrar diretamente nos softwares de modelagem.
O Redraw vai continuar liderando isso. Com equipe própria de IA, modelos próprios, e ouvindo diariamente os 200 mil profissionais que usam a plataforma. Cada feedback, cada render, cada caso de uso nos ajuda a melhorar.
O objetivo não mudou desde o dia 1: devolver tempo pro arquiteto projetar. Render não é o produto final. O projeto é. A gente cuida da imagem pra que o profissional cuide do que importa.
Estamos nos tornando um ecossistema para arquitetos. Não é só uma ferramenta que entra no processo de render. No Redraw, o profissional consegue executar tudo do começo ao fim.
Sobre quem está começando
Que conselho você daria para o estudante de arquitetura, engenharia e design?
Difícil, hein. Na verdade, eu deixo uma reflexão, para os novos e para os velhos.
Imagina o profissional que entra hoje em uma faculdade, esse ano. Vai demorar de 4 a 5 anos para se formar. Daqui a 4 anos, o quanto a tecnologia de IAs não vai ter evoluído? Chega a ser assustador. A geração que está entrando na faculdade agora vai entrar e não sabe o mercado que vai encontrar quando sair. Pode ser que tudo tenha mudado. Pode ser que a IA tenha subsítuido 90% do processo arquitetônico. E onde esses profissionais vão se encaixar?
Não sabemos como vai ser o futuro. Mas de uma coisa sabemos: os profissionais que entram hoje em uma faculdade não vão precisar renderizar, gerar vídeos ou até mesmo modelar. Eles vão ter que ser inteligentes para fazer o trabalho deles com a IA.
E isso é um alerta. Você que hoje está pensando que a IA não vai chegar no seu trabalho, está enganado. Precisamos sim nos adaptar, para entregar o melhor e o mais rápido para nosso cliente. E a forma que muitos profissionais vão explorar para fazer isso é a IA.
Que conselho você daria pro arquiteto que ainda não usa IA?
Testa. Cria uma conta gratuita no Redraw, sobe um print de um projeto seu, e vê o resultado. São 10 créditos, sem cartão, sem compromisso. O processo leva 2 minutos.
A maioria das pessoas que testa não volta pro fluxo antigo. Não porque a gente convenceu com argumento. Porque o resultado fala sozinho. 30 segundos, render profissional, no navegador. Quando você compara isso com 4 horas no V-Ray ou 2 horas no Lumion, a decisão fica óbvia.
E não precisa abandonar o que já usa. Muita gente começa usando o Melhorar Render pra elevar o que já produz com Lumion ou Enscape. Depois vai testando o render direto no Redraw. E em algum momento percebe que não precisa mais do software tradicional.
Cada profissional tem seu ritmo. O importante é não ficar parado enquanto o mercado avança.
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